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A perda muscular em casos graves da Covid 19 e como minimizar essa sequela

Considerada pandemia desde 11 de março de 2020, a COVID-19 faz parte da família viral coronavírus, porém as disparidades que a nova patologia causa, desde sintomas leves até uma possível evolução para um quadro mais grave, faz dela uma doença implacável, com tratamento ainda em fase experimental e exigindo uma busca incessante por uma vacina eficiente para conter seu avanço e letalidade.

Segundo estudos recentes em instituições médicas no Brasil e no mundo , os pacientes graves acometidos pela Covid-19 e que estão em fase de recuperação, apresentam sequelas significativas, muitas delas irreversíveis e que demandam tratamento a longo prazo ou permanente.

Uma dessas sequelas é a sarcopenia, conhecida como perda de massa muscular. Estudos do Hospital Sírio Libanês mostram que pacientes graves sob uso de ventilador mecânico tem perda de até 2% de massa muscular por dia, aumentando as chances de morte e dificultando a recuperação nos casos de alta médica.

Para se entender melhor como acontece a sarcopenia e seus riscos em relação a Covid-19, este artigo exemplificará a complexidade dos casos e quais os tratamentos e métodos para minimizar as sequelas posteriores.

 

Perda de massa muscular pela Covid-19

Na mídia global, fala muito sobre os sintomas habituais da COVID-19 como febre, tosse, perda do paladar e comprometimento pulmonar, porém a doença se torna mais complexa, por conta de outros fatores não noticiados como a perda de massa muscular.

Através do estudo do Sírio Libanês feito com 40 pacientes internados em estado grave com a Covid-19, constatou-se perda diária entre 1% e 2% de massa muscular. Por conta da imobilização do paciente e sedação para uso de ventilação mecânica, quanto maior forem os dias de internação, maior é a perda de massa muscular.

Esta perda muscular acarreta inúmeros prejuízos a médio e longo prazo para saúde do paciente como dificuldade para movimentos simples dos braços e pernas e retorno das atividades cotidianas.

Essas implicações acontecem na região músculo esquelético, devido o vírus da Covid-19 se ligar ao receptor ECA 2 e danificar a célula. Assim, se chega conclusão do motivo de pacientes graves e recuperados da Covid-19, se queixarem de dores musculares, fadiga e em alguns casos, sofrerem pequenas lesões musculares, necessitando de terapia ocupacional para recuperação total a longo prazo.

 

Minimizando os prejuízos musculares pela COVID-19

O estudo do Hospital Sírio Libanês, destaca a importância de um processo terapêutico e de reabilitação pós COVID-19, com abordagens que incluem fisioterapia e terapia ocupacional da internação até depois da alta.

O médico ortopedista e traumatologista Diogo Fagundes reforça sobre o estudo que na verdade, por mais que o paciente sofra perda da qualidade muscular durante a internação, a persistência na recuperação, investindo nos exercícios de propriocepção, musculação e alongamento geram resultados que logo traz a força muscular de volta ao paciente adulto jovem.

Os mais velhos, precisam de mais foco, justamente por necessitarem de mais tempo para reabilitação muscular.

Pacientes recuperados enfrentam um grau de recuperação lento e constante, e algumas práticas de reabilitação e alerta a saúde, são importantes para uma melhor superação e ganho gradual de massa muscular:

Durante a internação, os pacientes passam por exercícios de estímulo que nutrem os músculos.

Pessoas com bom condicionamento físico tendem a melhorar com mais rapidez, enquanto pessoas obesas ou com comorbidades como o diabetes, tendem a ter perda de massa muscular com mais intensidade.

Os familiares devem ser orientados a manter o tratamento profissional com fisioterapia e ortopedista para avaliação e melhor resposta do tratamento, para recuperação completa.

O médico ortopedista e traumatologista Diogo Fagundes tem formação pelo Hospital Miguel Couto, no Rio de Janeiro, é membro da SBOT- Sociedade Brasileira em Ortopedia e Traumatologia, com fellowship em cirurgia do joelho pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho, com passagem pelo Clube de Regatas do Flamengo.

Doutor Diogo Fagundes atende todos os casos relacionados ao sistema musculoesquelético e atualmente com o advento da pandemia por COVID-19, além doconsultório próprio, se dedica às tele consultas, diminuindo distâncias e facilitando a comunicação entre médico e paciente.

Fontes:  OMS  –  Sírio Libanês

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